domingo, 17 de fevereiro de 2013

PROJETO


 

 

DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM DOS AUTISTAS UTILIZANDO O MÉTODO TEACCH

 

 

                                                  

 

 

                                                        Por:

                                                                                                 Maíra Augusta Silva

 

 

 

 

 

 

 

VISCONDE DO RIO BRANCO

JULHO - 2012

 

EXECUTORES DO PROJETO:

 

Responsável pela elaboração: Maíra Augusta Silva – Supervisora Pedagógica

 

Responsáveis para confeccionar o recurso didático: Maíra Augusta Silva – Supervisora Pedagógica

Nilcéia Aparecida Vieira – Professora

Maísa Ferreira – Monitora

 

Responsável pelo trabalho a ser desenvolvido com os alunos: Nilcéia Aparecida Vieira – Professora

Maísa Ferreira – Monitora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PERÍODO DE REALIZAÇÃO: Durante o Ano Letivo.

 

PÚBLICO ALVO: Alunos do Ensino Fundamental - 3º e 5º Ano.

 

RECURSOS HUMANOS ENVOLVIDOS: Direção, Supervisão, Professora Regente de Turma, Monitora, Professora de Educação Física, Fonoaudióloga, Terapeuta Ocupacional, Fisioterapeutas, Assistente Social e Psicóloga.

 

APRESENTAÇÃO:

 

                Atualmente vários métodos de ensino em Educação Especial têm sido estudados na tentativa de descobrir qual é o mais eficaz na alfabetização de alunos que tem autismo.

A proposta do TEACCH se desenvolveu a partir de um grupo de abordagem psicanalítica criado no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, para atender crianças com autismo (ou na época psicose infantil) e suas famílias no início da década de 60 (Speers e Lansing, 1965). Em meados da década de 60, o grupo contou com mais um membro da mesma universidade, Eric Schopler, que foi posteriormente fundador do TEACCH. A intervenção era de base psicodinâmica partindo da premissa da origem psicogênica do distúrbio (Kanner, 1943) e de que o autismo representaria uma fuga intencional e esquizofrênica da realidade, partia de propostas terapêuticas que tratassem pais e crianças separadamente, sendo as terapias em grupo para as crianças, oferecendo a esta liberdade total para que pudessem expressar seus sentimentos e terapia individual (de casal) intensiva para os pais, de forma que estes pudessem modificar sua relação com os filhos.

A partir do início da década de 70 o grupo, e mais enfaticamente, Schopler e Reichler, passou a reconhecer limitações substanciais na abordagem terapêutica adotada. Com base em suas experiências e observações, adotaram uma posição radical para a época, que de início significou não uma guerra contra a psicanálise, mas sim contra as propostas que entendiam o autismo como uma patologia causada pelos pais e consequentemente às abordagens terapêuticas condizentes com esta hipótese. Schopler e Reichler passaram a conceber o autismo como um transtorno de base neurobiológica, de etiologia desconhecida, que provocaria déficits cognitivos e provavelmente seria estabelecido por origens múltiplas (Schopler, Reichler e Lansing, 1980). Obviamente, isto muda o enfoque da proposta terapêutica que passa a buscar entender a patologia neurológica e desenvolver ambientes consistentes com as necessidades cognitivas das pessoas com autismo.

TEACCH - Treatment and Education of autistic and comunication handicapped children, em português significa: Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação. Ele organiza o ambiente através de materiais que oferecem o apoio visual, aumentando a independência da criança através de um ensino estruturado.

O método proporciona aos alunos uma rotina diária pré estabelecida dentro e fora da sala, organizando assim questões internas e externas, as quais favorecem melhor desempenho em habilidades escolares.

Na sala de aula não pode ter estímulos visuais na parede e observa as carteiras estão viradas para a parede, as quais estão separadas por armários que acomodam as atividades.

Na sala pode colocar uma prateleira ou outro mobiliário com característica parecidas que determina a ordem das mesas que cada criança vai usar  no dia, um canto para descanso, 4 mesas individuais, sendo uma delas do professor, o qual deve trabalhar conteúdos mais complexos. Cada aluno vai passar uma vez por dia na mesa do professor.

Em cada mesa tem um painel que contêm a foto de cada criança e cartões que irão determinar as atividades da mesa.

Em relação às atividades, todas são feitas no concreto, pois dessa forma organizadas, favorecem um melhor entendimento da proposta da mesma.
 
JUSTIFICATIVA:
Esse Projeto surgiu com a necessidade de desenvolver a aprendizagem do aluno autista através de um método concreto que fosse manipulado pelos mesmo e identificando cada avanço, mostrar que mesmo com algumas limitações, o autista pode apresentar habilidades através do método.
O TEACCH beneficia:
          Generalização
          Controle do comportamento
          Independência
          Atenção
          Organização
          Desenvolvimento pedagógico
          Comunicação 
 
Características do TEACCH
 
          Individualidade na programação do currículo
          Instrução visual
          Rotina com flexibilidade
          Ambiente livre de hiperestimulação
          Clareza nas ordens
          Organizar a noção de fim
          Ensinar habilidades em situações as mais próximas das naturais
          Incentivar a comunicação
          Ordenação específica (da esquerda para a direita / de cima para baixo)
          Auto monitoramento provocando independência    
          Análise de tarefas como recurso de ensino e avaliação
          Ensinar a relação entre causa e efeito
          Ensinar habilidades para a vida adulta
No início de agosto a Supervisora Pedagógica junto com a Professora e a Monitora da sala, tem como proposta a confecção dos materiais para trabalhar com o método teacch (agendas, pranchas e outros) sendo também utilizados em parceria com a equipe terapêutica (Fonoaudióloga, Psicóloga, Terapeuta Ocupacional, Fisioterapeuta e Assistente Social) que serão utilizados pelos ambientes na escola.                                                                                                 
As atividades utilizadas em sala favorecem o aprendizado de classificação e discriminação de cores, formas, tamanho, quantidade, figura fundo, constância de forma, memória visual sequencial, trabalho de corpo associado ao ritmo, jogos que estimulam a coordenação motora global e fina, percepção corporal, enfim conceitos básicos, bem como alfabetização através de materiais que trabalham letras, números, silabas, palavras, associação de figuras e letras, conteúdos de matemática, entre outros.                
Sempre que se constrói um material, a estimulação multissensorial está presente, ou seja, com os materiais propostos pelo método, a criança tem a possibilidade de ver, ouvir o som das palavras e tocar (sentir) a atividade, porém tem que isolar outros estímulos externos como manter a porta fechada, cortina fechada, para que a criança preste mais atenção na atividade satisfatória, a qual tem enriquecido também o arsenal de materiais utilizados no ensino comum e na sala de recursos, utilizando os mesmos com crianças que tem dificuldade para aprender e abstrair informações.
 
Materiais que usam no método teacch:
 
                 Figura fundo
Memória visual sequêncial
Diferenciar número de letra
 
 
Sequência e encaixe
 
 
            Noção Espacial
 
 
            Constância de forma
 
 
 
Classificação de gêneros
 
 
 
 
           Encaixe
 
 
 
 
Discriminação de cores
           
 
 
Noção Espacial
                Coordenação viso espacial
                      Encaixe
 
 
        
 
 
Encaixe e discriminação visual
 
Quantidade
 
 
Discriminaçao de Cor e pinça fina
 
         
 
 
Tamanho e Quantidade
Classificação
Discriminando Vogais
 
    
 
 
 
 
Classificação por cor   
Discriminação de igual e diferente
Diferença entre cheio e vazio
    Discriminação de igual e diferente
   
 
Diferença entre cheio e vazio
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Categorias diferentes
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Categorias diferentes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Discriminação visual e figura fundo
OBJETIVO GERAL:
·         Oportunizar aos alunos e professores a manipulação de materiais concretos, possibilitando a todos uma melhoria no processo ensino-aprendizagem.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
 
·                 Identificar a importância do método teacch;
·                 Desenvolver habilidades no uso do material;
·                 Propiciar aos alunos e professores o uso do método;
·                 Explorar novas possibilidades pedagógicas e contribuir para uma melhoria do trabalho docente em sala de aula
·                 Despertar mais o interesse dos alunos pela aprendizagem;
·                 Possibilitar acesso ao método, a todos da escola;
·                 Possibilitar ao corpo docente condições para melhorar as práticas pedagógicas;
·                 Oportunizar ao corpo docente viverem novas relações aluno-professor em ambiente diferente de sala de aula tradicional;
 
METODOLOGIA
O Projeto será desenvolvido através do trabalho sistemático, de Agendas com a montagem de um material prazeroso que desperte a atenção do aluno, com um foco mais individualizado e específico para a compreensão do mesmo.
            Para colocar o método em prática, primeiro partimos da aceitação da instituição, depois pelos profissionais, que tem que ter o conhecimento sobre o teacch.
 
Iniciamos pelas Fases da aprendizagem:
Nova aprendizagem (dependente)
     Mostrar uma nova tarefa
     Dirigir o aluno para a execução da tarefa considerando os níveis de ajuda
     Instrução individualizada (1:1)
     Registrar o comportamento
Atividade Independente (trabalhar)
     Quando o aluno executa a tarefa sem a ajuda do instrutor
     Somente a partir deste momento é que sua atividade passa ao sistema de trabalho, garantindo a independência.
     Enquanto o aluno não dominar a tarefa, esta não deverá ser incluída na dinâmica do seu trabalho.
 
Tipos de ajuda
      Ajuda física total
      Ajuda física parcial
      Ajuda física + verbal
      Ajuda verbal + gestual
      Ajuda verbal
      Prompts
      Supervisão
 

RECURSOS DIDÁTICOS:
·       EVA;
·       TINTA GUACHE;
·       CARTOLINA;
·       COMPUTADOR;
·       COLA;
·       FOLHA A4
·       DUREX;
·       DUREX COLORIDO;
·       PINCEL;
·       OUTROS
 
 
DESENVOLVIMENTO:
            Reunião com a Professora e  monitora da sala juntamente com a Supervisora Pedagógica e os Profissionais envolvidos da área clínica, para discutir  “o método teacch no processo ensino-aprendizagem dos Alunos”.
            Levantamento de sugestões para o desenvolvimento das aulas usando o método.
            O Projeto será realizado através de atividades orientadas e auxiliadas pelo Professor Regente e a Monitora e contará com sugestões da Supervisora.
 
 
AVALIAÇÃO:
- Ocorrerá após cada atividade desenvolvida e servirá de base para o planejamento das atividades posteriores.
            - Através da participação e interesse dos alunos durante as atividades desenvolvidas.
- Melhoria no desempenho e interesse dos alunos nas atividades escolares.
            - Mudança de postura dos alunos e professores em relação método teacch.
A avaliação do projeto será realizada no final de cada semestre, no qual os profissionais envolvidos poderão refletir discutir e opinar sobre o trabalho desenvolvido.
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
 
APRENDER A OLHAR PARA O OUTRO: Inclusão da Criança com Perturbação do
Espectro Autista na Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico.
 
BONORA L.M.B. A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM CASOS DE AUTISMO Psicopedagodia online. Educação e saúde. www.psicopedagogia. com.br/artigos/artigo.asp?entrlD=1307.
 
CAMINHOS PARA O AUTISMO. Modelos de tarefas concretas (pranchas). Disponível em: http://www.cedapbrasil.com.br/portal/modules/xcgal/thumbnails.php?album=6. Acesso em 16 jul. 2012.
 
JORDAN, Rita. (2000). Educação de Crianças e Jovens com Autismo, Instituto           de Inovação Educacional, Lisboa.
 
MWANG, Margaret, Gorden PORTER & Mel. AINSCOW (1997). Caminhos para as
Escolas Inclusivas, Instituto de Inovação Educacional, Lisboa.
 
VATAVUK, Marialice de Castro. ProFala. Distúrbios Aprendizagem? Disponível em: ww.profala.com/autismo1.htm/>. Acesso em 17 jul. 2012.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 22 de outubro de 2012




- Paulo Freire


"Mudar é difícil mas é possível."


   
- Augusto Cury



"Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles."

- Augusto Cury

AUTISMO


O que é?

Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.

O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.

Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

Causas

A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.

Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.

A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).

Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.

Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.

Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.

Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Prognóstico e tratamento

Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.

Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.

Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.

Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.

A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.

Lista de Checagem do Autismo

A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade.



Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,

Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,

Risos e sorrisos inapropriados,

Não temer os perigos,

Pouco contato visual,

Pequena resposta aos métodos normais de ensino,

Brinquedos muitas vezes interrompidos,

Aparente insensibilidade à dor,

Ecolalia (repetição de palavras ou frases),

Preferência por estar só; conduta reservada,

Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,

Faz girar os objetos,

Hiper ou hipo atividade física,

Aparenta angústia sem razão aparente,

Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,

Apego inapropriado a objetos,

Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e

Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.